Existe uma pergunta que orienta tudo o que a WINES4U faz: quem abre a garrafa aqui está bebendo o mesmo vinho que o produtor bebe lá?
Para que a resposta seja sim, duas coisas precisam acontecer.
A primeira é escolher bem. Vinhos de produtores pequenos, feitos com o menor nível de intervenção possível, que carregam com orgulho o lugar de onde vêm.
A segunda é trazer bem. O trajeto entre a adega do produtor e a taça no Brasil é longo e cheio de pontos onde um vinho se perde. Cuidar desse trajeto é metade do nosso trabalho, e é a metade que ninguém vê.
“A parte mais importante do meu trabalho não acontece em uma prova às cegas. Acontece sentado com o produtor, na vinha dele, ouvindo por que ele decidiu fazer daquele jeito.
Trabalhei com vinho em Londres, morei em Hong Kong e na Europa, provei muitos dos grandes rótulos do mundo. O que aprendi é que preço e fama explicam pouco. O que explica é quem cuida da vinha e o quanto essa pessoa está disposta a não interferir.
Hoje moro no Brasil e continuo fazendo a mesma coisa: procurar essas pessoas, provar o que elas fazem e trazer o que merece atravessar o oceano.”
Vinhos produzidos da maneira mais natural e orgânica possível na vinha e durante a vinificação.
Muita gente imagina que vinho é uva fermentada e nada mais. A legislação conta outra história. No Brasil, a norma da Anvisa que trata do assunto lista 22 aditivos e 48 coadjuvantes de tecnologia autorizados na produção de vinho. São 70 substâncias que podem entrar legalmente em uma garrafa, e o rótulo não precisa mencionar quase nenhuma delas.
Nada disso é ilegal, e nem sempre é um problema. A questão é outra: quanto menos coisa entra na adega, mais o vinho depende da uva. E uva boa depende de vinha bem tratada.
Por isso a maior parte dos produtores da Wines4U trabalha de forma orgânica ou biodinâmica, sem herbicida e sem pesticida sintético, com o mínimo de enxofre adicionado. Intervenção existe, sempre existe. Ela fica reduzida ao necessário.
Ao longo dos anos, o Andrew acompanhou de perto produtores que abandonaram o modelo convencional depois de conviver com o uso intensivo de químicos na vinha. Em muitos casos, foi a geração seguinte que fez a mudança. Essas conversas moldaram o que a Wines4U procura hoje.
A escolha tem menos a ver com saúde e mais com sabor. Vinha viva dá uva com identidade, e uva com identidade dispensa correção.
